Economia

"Lave as mãos, mas não deixe o país entrar em uma crise econômica" diz jornalista Alexandre Garcia

Marcos Pereira
Escrito por Marcos Pereira em 24 de março de 2020
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Ouça na integra ou leia a matéria de Alexandre Garcia para GAZETA DO POVO

Alexandre Garcia – Johns Hopkins Hospital.

"O nosso SUS está a altura das necessidades de uma crise sanitária como essa. Somos o terceiro no mundo em números de UTIs. Perdemos apenas para os EUA e Alemanha" (Alexandre Garcia). Esses dados foram divulgados nos Estados Unidos pelo Johns Hopkins Hospital.

Posted by Bia Kicis on Tuesday, March 24, 2020

“O nosso Sistema Único de Saúde (SUS) está à altura das necessidades de uma crise sanitária como essa. Vejam só os números divulgados, nos Estados Unidos, pelo Johns Hopkins Hospital.

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O cartão garante o direito e o pronto atendimento em todo território nacional

O Sistema de Saúde

Nós somos os terceiros do mundo em números de leitos em UTIs – apenas perdemos para os Estados Unidos e Alemanha. Nós estamos na frente da França, da Itália e da Espanha.

Nós temos 23,3 leitos de UTI por 100 mil habitantes. A Itália tem 12 por 100 mil habitantes, a França tem 11. Já os Estados Unidos têm 34 por 100 mil e a Alemanha tem 29. É uma boa notícia.

Não existe vacina. Melhor remédio contra o coronavírus é lavar as mãos.
A vacinação contra a gripe H1N1 foi antecipada e começou na (segunda-feira, 23). Não é uma vacinação contra o coronavírus – que não existe. Por enquanto, o melhor remédio contra o vírus é lavar as mãos com água e sabão.

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As medidas preventivas

Nesse momento, evitar contato com outras pessoas também é um ótimo remédio. Muitas vezes o sujeito está em boa situação sanitária, mas pode estar com a doença. Talvez tenha até um leve resfriado e depois passa.

A pessoa que tem a saúde debilitada somada à idade tem mais possibilidade de pegar coronavírus, tanto que já morreram pessoas aqui no Brasil. Temos que tomar alguns cuidados.

Crise pode ficar maior com a depressão econômica
Outro perigo no momento é a gente criar uma crise maior na vida de todos nós com uma depressão econômica. Ainda bem que o presidente recuou em relação à Medida Provisória que suspendia contratos de trabalho.

A MP tirava o combustível da atividade econômica, permitindo a suspensão de pagamentos de salários por até quatro meses. Eu tenho vários amigos empresários do setor aéreo que estão em casa, recebendo 25% do que recebiam mensalmente.

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Bolsas no Brasil e no mundo reagem aos impactos do vírus

Impactos na economia

No entanto, 80% dos voos da China já estão reativados, 90% do comércio chinês também estão. As fábricas de automóveis e eletrodomésticos estão trabalhando em carga máxima para atender todos os pedidos.

Já a Itália, a Espanha, a França e a Alemanha estão paralisadas, e a Inglaterra decretou estado de emergência. Eu acho que a gente não pode ficar assim.

Somos um país tropical, temos muitas diferenças. O que vale para São Paulo não vale para o Pará. Se há necessidade de tomar medidas drásticas em São Paulo, certamente não é preciso em cidades em que as pessoas vivem distantes umas das outras ou em que não há casos da doença.

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As medidas para conter o vírus

As medidas drásticas acabam com a economia, com a renda, com a arrecadação, com o pagamento de imposto – e daqui a pouco acabam com o serviço público por falta de recursos.

A cada dia é preciso considerar a atividade econômica e o vírus. A gente não pode sair de uma crise sanitária para entrar em uma crise econômica, que pode deixar as pessoas na miséria.

Será que vamos ter que pedir dinheiro emprestado para a China?
A agricultura continua produzindo. Inclusive, a produção de proteína vai muito bem porque a China está comprando bastante tanto carne, quanto soja. O país asiático está comprando mais do que comprava antes.

Quando a gente tiver garantias e certezas é preciso que se faça alguma coisa para melhorar a atividade econômica, porque essa é a única coisa que gera riqueza. Será que a gente vai precisar pedir dinheiro emprestado para a China? Isso é para depois. Por enquanto, precisamos vencer o desafio.”

Fonte de pesquisa e compartilhamento: Gazeta do Povo

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