Coronavírus

Coronavírus: A OMS elogia esforços da China e diz que há uma 'janela de oportunidades' para evitar uma crise global

Marcos Pereira
Escrito por Marcos Pereira em 22 de março de 2020
Coronavírus: A OMS elogia esforços da China e diz que há uma 'janela de oportunidades' para evitar uma crise global
Junte-se a mais de 1000 pessoas

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

O coronavírus causa uma infecção respiratória aguda grave

No dia no dia 04/02/2020 o diretor-geral da agência mundial de sáude, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que as medidas adotadas pela China para combater o vírus em seu epicentro foram a melhores maneiras de impedir sua disseminação.

Ao mesmo tempo nesse período, o embaixador da China na Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que os países não cometam exageros em suas reações à pandemia.

Há algumas semanas, o governo brasileiro já vinham investigando casos de suspeitas do vírus, mas até o então, ainda não tinham confirmações no mesmo período.

De acordo com os dados oficiais mais recentes, haviam atualmente 13 casos suspeitos em quatro Estados: São Paulo (6), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Sul (4) e Santa Catarina (2).

A OMS declarou uma emergência de saúde global por causa do surto, mas ainda não tinha declarado uma possível pandemia — termo aplicado à disseminação mundial de uma nova doença.

Cerca de 80% dos que morreram tinham mais de 60 anos e 75% deles tinham problemas de saúde pré-existentes, como condições cardiovasculares e diabetes, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde da China.

O novo coronavírus causa infecção respiratória aguda grave, e os sintomas geralmente começam com febre, seguida por tosse seca. A maioria das pessoas infectadas provavelmente se recuperará completamente, exatamente como ocorre com uma gripe comum.

Diretor da OMS falando sobre os possíveis riscos da proliferação do vírus

O que a OMS disse sobre?

O diretor-geral da OMS elogiou as autoridades chinesas por sua resposta no epicentro do surto, a cidade de Wuhan, na província de Hubei, onde milhões de pessoas ainda estão em quarentena.

“Há uma janela de oportunidades por causa das fortes medidas que a China está adotou no epicentro, na fonte. Então, temos aproveitar esta oportunidade para evitar uma maior disseminação e controle”, disse Ghebreyesus, enfatizando que os países desenvolvidos já nesse período não estavam compartilhando dados sobre o surto adequadamente.

Ghebreyesus também tinha reiterado seu pedido para que não fossem impostas restrições de viagens e comércio, ao destacar que 22 países já haviam relatado oficialmente ter tomado medidas deste tipo. Ele solicitou que, nestes casos, as ações fossem “de curta duração e proporcionais” e revistas regularmente.

Mas Chen Xu, embaixador da China na ONU, disse que algumas restrições vão iam contra as recomendações da OMS.

Sylvie Briand, chefe da Divisão Global de Preparação para Riscos Infecciosos da OMS, afirmou que o surto na época, ainda não era uma pandemia.

Cidadães chineses tentam se proteger da infecção silenciosa

Embora mais de duas dúzias de países tenham relatado casos, não houviam confirmações na África ou na América Latina. A OMS também disse que 27 casos de infecções entre humanos ocorreram em nove países fora da China.

Briand ainda enfatizou a importância de lidar com rumores infundados, dizendo que eles poderiam ser “obstáculos para uma boa resposta ao surto e dificultar a implementação eficaz de medidas”.

Quais eram as novidades sobre o surto no mundo?

Os governos do Reino Unido e da França tinham recomendado a seus cidadãos na China que deixassem o país se pudessem. O conselho veio depois que uma autoridade do alto escalão do governo chinês admitiu “deficiências” na resposta do país ao surto.

Entre outros desdobramentos, Taiwan tinha dito que passariam a negar a entrada a todos os estrangeiros que estiveram na China continental nos últimos nas últimos dias.

Macau, uma região administrativa especial da China e um dos maiores centros de jogos de azar da Ásia, anunciou que iria fechar temporariamente todos os seus cassinos.

E mais três países asiáticos — Cingapura, Malásia e Tailândia — . confirmaram que infecções entre cidadãos que não haviam viajado para a China.

David Heymann, que liderou a reação da OMS ao surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), entre 2002 e 2003, também causado por um coronavírus, disse à agência de notícias Associated Press que o novo coronavírus ainda parecia estar se disseminando e cedo para estimar quando o surto atingiria seu pico.

Fonte de pesquisa: BBC NEWS BRASIL

Olá

o que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *